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Educação e Literatura

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Soneto de Natal

Tempo de Natal, tempo de amor,
De ajudar ao próximo nosso irmão,
Viver com sabedoria e simplicidade,
Ser feliz pelos caminhos do coração.

Jesus veio trazer a paz na terra,
Acendendo a chama da fraternidade,
Dias melhores para os seus filhos,
Serenidade, harmonia e felicidade.

Bem Vindo Jesus, Pai da humildade,
Dai-nos inteligência para a reflexão,
Iluminando-nos na fé da hospitalidade.

Que a paz verdadeira e esperada,
Venha contigo ao mundo salvar
A esperança de toda a humanidade.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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Enamorados

Pensativa e olhar distante,
Sensibilidade à flor da pele,
Com ansiedade inconstante,
A jovem contempla o horizonte,
O coração batendo acelerado,
É o comportamento dos enamorados.

Seu ser está frágil,
É pura emoção e sentimentos,
Vira-se e olha a sua volta, reage,
A seu favor tem todo o tempo,
Precisa refazer seus pensamentos,
Vencer incertezas e descomtemtamentos.

A história não é só dela, existe alguém do outro lado.
O motivo de tanta sensibilidade?
Um outro coração apaixonado.
E quando os dois se encontrarem,
Triunfará o amor, haverá paz e alegrias,
Ao realizarem seus sonhos e fantasias.

Enamorar-se, estar enamorado,
É sonho constante de toda a humanidade,
Satisfazer-se, encantar-se com a vida,
Encontrar beleza com realidade,
Saber viver um grande amor sem medo,
Sem dúvidas, com serenidade.

Enamoremo-nos, vivamos o amor em plenitude,
Amor dos amantes, amor ao próximo, à natureza,
Amor maduro, amor de juventude,
Amor matermo, paterno, amor filial...
Só o amor pode transpor barreiras,
Tornar a humanidade como igual.

Gladis Rodrigues Moreno
Pelotas, 02/06/2009

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Saudade

Quando as lembranças chegam e trazem a saudade,
Lágrimas caem e brincam em seu rosto,
Nostalgia de amor que logo o invade,
Do amor que se foi e só deixou desgosto.

A solidão que ficou em nada o contagia,
Longínqua juventude que o fazia doce,
Se até o amor que foi é como se não fosse,
Deixando-o sem paz, criatura vazia.

E a tristeza turva-lhe a face,
Tornando alheio o seu sofrimento,
Como se da alegria somente ficasse,
Memórias remotas, sem encantamento.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno
jan/2010

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Noite

O silêncio se fez , a noite chegou,
No giro da terra mais um dia se foi,
Na fronte tombada a tristeza deixou,
Na alegria incontida a esperança ficou.

Noite sorrateira que chega na sombra,
Sussurrando aos ares, refrescando a bruma,
Por que cantas tão baixo se a estrela te sonda
E a lua encoberta pelas nuvens te ronda?

Te escondas ou te mostres de nada adianta,
Constelações cintilantes muito te revelam,
O mundo lá fora logo se levanta,
E a ave desperta, abre as asas e canta.

És a noite de muitos, dos que riem e que choram,
Do grito que ecoa da garganta da fera,
Dos prazeres mundanos, dos monges que oram,
Dos sonhos perdidos, dos amores que afloram.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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A Mulher-Mãe e a Paz

Mulher! Por que será que Deus te fez assim,
Com este coração sensível e esta alma tão pura,
Com este útero tão propício ao abrigo de um feto,
E com tanta luz nos olhos que resplandece a candura,
Quão grande seja teu sacrifício e doridos teus desafetos?

Mulher! Será que foi porque Deus Te escolheria,
Para que Fosses a Mãe de Deus Menino?
Que por Tua Sublimidade iluminando corações,
Carregaria ao Teu encontro milhões de peregrinos,
Para que cheios de esperança pedissem paz, em orações?

Mulher-Mãe! Por quanto tempo ainda terás que carregar
Em teu peito, tanta tristeza e tanto sofrimento?
Ao ver teus filhos arrancados de teu seio,
Partirem deste mundo, em meio a guerras, e ao desalento
De um mundo conflitante, morrer em campo alheio?

Mulher-Mãe! Quantas lágrimas ainda terás que derramar,
Quantos filhos e filhos de teus filhos ainda irão sofrer,
Até que o mundo encontre paz e serenidade?
Quanta miséria humana ainda terás que ver,
Até que os homens se encontrem pela solidariedade?

Mulher! Que a paz que tanto pedes um dia chegue.
Que teu sublime poder de mãe amenize a fome, a dor,
E varra para sempre deste mundo a desolação,
E a transforme em alegrias, paz e amor,
E os irradie em ondas, por toda a imensidão.

Mulher – Mãe – Paz! Palavras com sentidos afins.
Porque toda mulher tem um pouco de Maria,
E toda a mãe tem algo de Divino,
E toda a Paz aos homens era o que Jesus queria,
Quando morreu na cruz para mudar nossos destinos.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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A Paz Mundial

Paz! Três letras, uma pequena palavra,
Mas de uma força tão grande capaz de mudar o mundo,
Se houver amor no coração dos homens,
Homens dotados de amor profundo.
Homens de boa vontade, de saber-se irmãos
Diante da vida que tão logo passa,
E que por egoísmo não a passe em vão.

Paz! O mundo todo pede, procura, reza por ela,
Mas os que têm o poder de mudar a situação,
Provocam guerras, mantém a fome, cultivam doenças e desnutrição.
E num mundo tão grande, onde a natureza foi perfeita,
Onde tudo foi criado para uma bela existência,
A mão do homem provoca a desgraça,
E não contente continua, faz questão de sua permanência.

Paz! São poucos os poderosos que comandam o mundo,
E será que foi Deus quem deu a eles o poder?
De comandar a desgraça da humanidade,
Deixar crianças, jovens e idosos humilhados,
Como farrapos humanos, desgraçados...
Pela força esmagadora da maldade,
Sem piedade, sofrerem até morrer?

Paz! Mas promover o bem da humanidade não lhes interessa,
Porque a vaidade é mais forte, está em ver o que é bonito,
Então fecham os olhos pra não ver o feio,
E tapam os ouvidos pra não ouvir do infeliz os gritos.
E porque a força que comanda o mundo,
Não é a paz, não é o amor que Deus nos deu.
É o poder. E então por ele, o mundo que era belo se perdeu.

Paz! Não! É impossível acreditar que o mundo se perdeu,
Porque enquanto existir fé, existir esperança,
Homens que sonham e com alma criança,
Não foi por nada que o mundo aconteceu.
E contrariando a ciência, em minha crença, O Criador tem o poder.
E o criou por amor, para que fôssemos felizes,
Como seus semelhantes, não nos fez para sofrer.

Paz! Ah! Tão almejada paz...

Gladis Rodrigues Moreno

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Em Alerta

O Ecossistema grita por socorro,
A Mãe Natureza clama por consciência.
Ouçamos o apelo em favor da ecologia,
Dela fazemos parte, usemos nossa inteligência.
Lutemos pela vida, sejamos o farol,
Enquanto ainda temos água,
Enquanto ainda existe sol.

Temos conhecimento do conflito planetário.
Salvemo-lo enquanto existem florestas,
Pássaros, borboletas e flores desabrochando,
Enquanto os animais ainda brincam em festa...
Pelos campos, matas, terra e mar,
E de coração ainda latejante,
O homem é capaz de amar.

Revertemos o aquecimento global.
Cantemos em poesia nossa sensibilidade,
Diante do processo que mais e mais destrói
Nosso Planeta. É de nossa responsabilidade
A poluição do meio ambiente,
A energia da cadeia alimentar.
Basta. Não sejamos mais inconseqüentes.

Gladis Rodrigues Moreno

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Meu compromisso com a Paz

Paz! Patrimônio esquecido da humanidade,
Pisoteada pérola. A mais preciosa.
Onde te jogaram desde remotos tempos?
Resquício de esperança,
Almejado sonho de aurora gloriosa,
Fonte de energias jogadas aos ventos.

Paz! Contigo é o meu compromisso. Façamos um acordo.
Acenderei todas as luzes para os caminhos do amor,
Plantarei todas as flores para colorir tua chegada,
Para merecer-te, quero ser tocada pelas Graças do Senhor,
E dar-te passada, para que em nossos caminhos,
Possas um dia fazer tua morada.

Prometo. O meu interior será inteirinho para ti,
E brilharás em mim de dentro para fora,
Pois em minha serenidade descobri,
Que a cada despertar de minha aurora,
Abrirás as portas do meu coração,
Para a esperança, o amor e o perdão.

Paz! Divina dádiva esperada.
Desperta nos homens a consciência,
Para dedicarem a cada amanhecer,
Chuvas de otimismo. E com paciência,
Sorriso nos lábios e nos olhos a luminosidade,
Carregarem a bandeira da fraternidade.

Gladis Rodrigues Moreno

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Mulher

Mulher, com M de menina, de moça, de mãe e de Maria.
Menina feliz, que brinca, que ri, que canta e que chora,
Em sua inocência transmite confiança,
Desconhece o futuro da vida lá fora.
Menina criança que da vida lá fora
Conhece a dureza pra sobreviver,
Que fica nas ruas pedindo, fugindo,
Pois no mundo em que vive é o que resta a fazer.

M de menina adolescendo, crescendo, sofrendo e vivendo
O processo de maturação que a idade lhe obriga,
Tal como a crisálida agarrada ao galho da árvore,
Desesperada desfaz-se do invólucro, que tanto a castiga.
M de moça, irradiando encanto em sua juventude,
Adolescente passou pela metamorfose da vida,
E em deslumbrante transformação,
Contempla o futuro com determinação.

M de mulher madura, que trabalha, que realiza,
Que participa buscando seu espaço na luta diária,
E em todas as profissões demonstra competência,
Busca igualdade, mesmo enfrentando represálias.
M de Menchú – da guatemalteca Rigoberta, Prêmio Nobel da Paz.
Que lutou por seu povo indígena, e pelo continente de todos nós,
E mesmo com pouco estudo era mestre na ciência,
Na ciência do humanismo e da luta pela sobrevivência.

M de Maria Carolina de Jesus em seu “Quarto de Despejo”.
Falando com humildade e sabedoria cultural de analfabeta,
Mostrou lados diferentes dos problemas brasileiros,
Das discriminações sem sentido para alguém tão altaneiro.
M de Margarida Alves, sindicalista paraibana,
Mártir defensora dos trabalhadores rurais,
Tal como Roseli Nunes da Silva – a gaúcha,
Que morreu defendendo direitos iguais.

M de Mãe, mulher forte e ao mesmo tempo tão doce.
Mãe casada, solteira, rica, remediada ou pobre,
Que acredita num mundo melhor para seus filhos,
Mãe de uma sociedade mais justa e de princípios nobres.
Mãe de imenso amor, incansável e sábia neste mundo,
Que é feliz com a felicidade dos que ama,
Porque amor de mãe é sublime, amor de mãe é profundo.

M de Maria. Virgem Mãe de todos nós,
Exemplo de fé, de esperança e despojamento,
Que por Seu Filho mostrou toda a coragem,
Mesmo com toda dor e sofrimento.
Virgem Mãe – A humanidade TE precisa,
Não nos desampare em nossa luta constante,
Envia forças para todas as mulheres,
Testemunharem seu amor a cada instante.

Gladis Rodrigues Moreno

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A Senhora de todos os momentos

Um olhar distante,
Uma saudade escondida.
Um sonho que passou,
Lembranças revividas,
Um vazio que ficou.
Então Ela se revela inteira,
Manifesta-se em nosso ser,
Nos faz escrever.
É a Poesia!

E quando chega o por do sol?
Lindo, colorindo o horizonte,
Já prevendo o amanhecer,
O pensamento voa,
Livremente, divaga a toa.
E no semblante sorridente,
Inspirando as emoções,
Ela surge novamente, galante, fugaz, saliente.
É a Poesia!

O mar esta sereno, azulado,
Ou com águas revoltas, esverdeado,
Céu encoberto, estrelado.
Constelações visíveis,
Imagens inesquecíveis.
E as letras vão formando palavras,
Se tornando versos, estrofes,
Expressões sensíveis.
É a Poesia!

E quando tudo é alegria?
Vida feliz, sem saudade, sem dor,
Mesmo assim ela aparece,
Na felicidade, no amor.
Então a caneta desliza sobre o papel,
Como se em vez de tinta houvesse mel,
Ela chega, esbanjando sentimento.
Puro encantamento.
E a Poesia! A Senhora de todos os momentos.

Gladis Rodrigues Moreno

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Retratos do Meu Eu

Meu Eu já teve a ousadia dos que amam,
Com amor tão puro, quase angelical,
E descobriu que esse querer tão desmedido,
Que só me Eu amando – unilateral,
É amor que não constrói,
É amor que só nos dói.

Meu Eu já conheceu do amor todo o fascínio,
Mas sem saber que só correspondido alcançaria,
Todo o poder, o encanto e a magia.
Esqueceu – pra transformar amor em sedução,
É preciso que haja dois,
Unidos na mesma paixão.

Então meu Eu se fechou pra esse amor, se retraiu,
Porque a força que irradia dos que amam,
Transmite confiança e determinação.
E meu Eu que era todo coração,
Perdeu coragem, deixou seus sonhos,
Pra fazer deles versos, em canção.

Mas um dia meu Eu voltará a compreender,
Que repartindo seu amor com outros – alguém,
Que continuando a distribuir carinho,
Ele será o Eu que ama, e também
Não será mais só retratado em verso,
E sim, parte ativa do universo.

Gladis Rodrigues Moreno

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Devaneios

Nas nuvens caminhava,
Pra ver se te encontrava.
No vazio do espaço
Abri os meus braços,
Busquei teus abraços.
Na beleza da flor
Procurei teu amor,
Na fonte dos desejos,
Desejei por teus beijos.
O devaneio passou,
Mas tua ausência ficou.
Pra realidade despertei,
E na saudade te encontrei.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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Primavera e Prima Vera

A prima Vera está chegando
Do outro lado do mundo,
Na mala vem à saudade,
E sentimentos profundos.
Volta pra casa contente,
Vem em busca de outros mares,
O sol já lhe doura mente,
Enfim, no seu ocidente.

E chega na primavera,
Bem na estação das flores
Seu perfume embalsamando os ares
Também traz novos amores.
São primaveras rosas, amarelas,
Vermelhas, lilazes e matizadas,
Púrpuras cintilantes, azuladas,
É o despertar da natureza em cores.

A Vera, minha prima
É como a primavera,
Tem flores pelos cabelos,
Cheia de encantos e quimeras.
Traz no tempo a juventude
De aurora perfumada,
Fonte de vida e de luz,
Esplendor de alvorada.

Primavera ou prima Vera,
Ornamentadas donzelas,
São jardins de campos férteis,
Alma de flores tão belas,
Relvas suaves umedecidas,
Sementeiras de esperança,
Onde brincam os vaga-lumes
Como se fossem crianças.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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Doce Imaginação

Que sentimento é este
Que me faz perder a calma,
Que me toma inteira
Desde o corpo até a alma,
E em doce entrega
Nos teus braços me imagino,
Contradizendo o real,
Querendo burlar destinos?
Que sentimento é este
Fantasiado de lembranças,
Fazendo voltar meu tempo
De pensamentos criança,
Sem maldades, sem mentiras,
Somente sonhos sonhados,
Acaso no tempo da vida
Florescerão? Então... Revelados.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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Dom Quixote das Emoções

O amor. Ah! O amor
Incansável cavaleiro errante,
Cavalgando pelos campos das ilusões,
Sem paradeiro, sem idade,
Dom Quixote das emoções.
Procura identidade,
Na metamorfose do abstrato para o concreto.
Essência de vida, quer doar-se,
Sobrepor-se ao tempo,
Chegar ao seu destino,
Tornar-se plenitude do ser,
Bater forte no habitat certo,
Ocoração dos homens,
E nele permanecer.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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Primavera da Vida

Na primavera da vida
Eu te encontrei,
Meu mundo se coloriu,
Para o amor desabrochei.
Minha inocência?
Depositei nos jardins do paraíso,
Em sonhos a transformei.
Partiste!
O tempo passou.
Muitas primaveras se passaram,
Revoadas de pássaros multicores
Partiram e voltaram.
Flores... Muitas flores
Os ares embalsamaram,
Jardins, praças e casas enfeitaram.
O amor não voltou.
Como sementes na primavera,
Meus sonhos eu continuo a cultivar,
Navegando na esperança,
De um novo amor me despertar.

Autora:Gladis Rodrigues Moreno

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Silêncio

Mãe Terra está enferma, seu corpo precisa descansar.
Seu equilíbrio está frágil,
Ela precisa de amor para voltar a se enraizar.
Sua estrutura profundamente abalada,
Precisa de paz, do silêncio dos canhões, dos estampidos das armas,
Do fim das serras elétricas arrancando seus membros.
Suas veias, belas nacentes de rios estão ficando entupidas,
Precisam ser desobstruídas.
Suas montanhas, rochas ricas de beleza estão se abrindo,
Sangrando, se esvaíndo.
Mãe Terra, nosso tesouro repleto de bens naturais clama.
É preciso restabelecer sua saúde, vamos protegê-la,
Nosso dever de filhos nos chama.
Venham!
Vamos plantar otimismo de verdes esperança.
Assim colheremos frutos de alegria e de bonança.
Vamos alimentá-la com a felicidade da relação viva do nosso ser,
Com o seu ser.
Somos muitos os que precisam dela para viver.
Vamos abraçá-la com carinho, encher suas sendas com flores,
Manter suas fontes aquecidas com correntezas livres, limpas,
São longas as distâncias percorridas.
Vamos deixar fluir a respiração numa entrega total,
Ajudá-la a sustentar suas matas, rios, mar...
Precisamos estar juntos nesta firme decisão,
Como fontes de vida, energia cósmica
Em plena comunhão.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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É Natal

É Natal!
Renasce a fé no coração dos homens,
Os espíritos se elevam diante da grandiosidade,
E o amor que deve existir todos os dias
Começa a tomar forma com a cristandade.
As pessoas se tornam mais bondosas,
É tempo de paz e de serenidade.

É Natal!
Desejo ardente de renovação e de mudança,
A humanidade procura em cada canto,
E cada criança se enche de esperança.
Papai Noel vai chegar, trazer presente,
Mas o importante é que exista amor,
E os corações palpitem alegremente.

É Natal!
No comércio as lojas enfeitadas
Marcam ainda mais a época da competição,
Quem pode mais compra presente caro,
Esquece o momento da reflexão,
Do amor ao próximo, da caridade,
De tornar-se humilde pelo coração.

É Natal!
E assim é a vida e mesmo assim se quer vivê-la,
Mas é preciso doar, repartir o pão,
Só assim o verdadeiro Natal se realiza,
E Jesus Cristo será renovação,
Aí então O Menino renasce,
Não será só sonho, não será só ilusão.

É Natal!
Um mundo novo então ressurgirá,
Espalhando amor e paz por toda a parte
E pulsando até a alma de contentes,
Demo-nos as mãos, sigamos em frente
Que a esperança lá já nos espera.
É preciso acreditar pra vida ficar mais bela.

Gladis Rodrigues Moreno
Poesia Publicada nos dias 24 e 25 de dezembro de 2006
Diário da Manhã – Página do CLIPE

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Mãos de Paz

Mãos que se erguem em muda oração,
Mãos que se entrelaçam num um pedido de paz.
Mãos que se estendem para a acolhida,
Mãos que acenam em triste despedida.

Mãos calejadas que semeiam a terra,
Mãos que se apertam selando amizade,
Mãos que se tocam buscando carinho,
Mãos que se agitam celebrando liberdade.

Mãos que aclamam o sentido da vida,
Quando trabalham para doenças curar.
Mãos que rezam em agradecimento,
Deixando as lágrimas pela face rolar.

Mãos que caminham juntas numa plena entrega,
Ao perceberem ser de tudo "CAPPAZ",
Quando olham para o alto com o coração,
Estampando na fronte o que a esperança lhes traz.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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As Serenatas

Que lindos tempos aqueles
Das noites de serenatas,
Lembranças ternas de autrora,
Que se tornavam encantadas,
quando o jovem cancioneiro
Nas canções que ele cantava,
Do amor já prisioneiro
À amada dedicava.

Agradecendo a homenagem
Os pais abriam a janela,
Enquanto a filha "quietiinha",
Sabia que era pra ela.
O amor correspondido
Levava embora a tristeza,
Deixava no ar a esperança,
Com romantismo e beleza.

Cantores eram lembrados:
Altemar Dutra; Jobim;
Nelson Gonçalves; Caymme;
E tantos outros, enfim...
Hoje já não é moderno.
Que pena! Já não existem,
Mas amor, saudade e beleza
No cancioneiro persistem.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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A Paz em todas as idades

Nao nasci ontem,
Vim com a efervescência da vida,
Com o nascimento do homem.
Outras vezes penso que ainda nem vivi,
Mas sei que posso chegar com a sabedoria dos que amam,
E caminhar de mãos dadas com a humildade.
Do meu tempo não sei,
Nem da idade que me representa.
Pode ser a do óvulo ainda não concebido,
Do recém nascido,
Da criança que corre,
Do jovem que caminha apressado,
Do velho que anda alquebrado.
Por muito desejo que me encontrem,
Mas por pouco se afastam de mim,
E quando penso que alguém vai me encontrar,
Logo esse alguém se perde, sem paciência para me cultivar.
Todos dizem que me querem em suas vidas,
Mas poucos me tomam como preferida.
Se podes me encontrar?
Procura-me no teu interior,
Na solidariedade com o teu irmão,
No amor incondicional,
Ou no simples orvalho da flor.
Queres me descrever?
Não o faças por metáforas,
Nem com palavras complicadas.
Sou simples, real, e quero ser encontrada.
Certa vez o Verbo se fez Carne e neste mundo habitou,
Veio para trazer-me, cheio de esperança,
colocar-me entre os homens,
Mas não O entenderam, então Ele se sacrificou.
Foi cuspido, injustiçado,
Crucificado.
E assim eu continuo minha caminhada,
Procurando um lugar para ficar,
E nele fazer morada.
Quem sou eu?
Chamam-me de Paz.
Caso pertenças aos que me procuram,
Encontre-me se és capaz.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno
29/10/08

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Tempo

Foram tantos os anos que vivemos juntos,
Dias de amor e de felicidade,
Perderam-se no tempo em desalinho,
Que de saudade chego à insanidade.

Por onde andarás meu anjo amado,
Tanto tempo faz que não te vejo!
Talvez seja melhor que assim o seja,
Pois se te vejo meu amor fraquejo.

Se pra não sofrer perco-me no tempo,
Que importa se o futuro já foi ontem,
Passado de nós dois em acalento.

Se o presente derrama-se em lembranças,
E por receio fico à distância,
É que no futuro só vejo desalento.

Autora: Gladis Rodrigues Moreno

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